Os três porquinhos da sociologia: Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber

Os três porquinhos da sociologia: Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber
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Fique tranquilo, este texto não é sobre a fábula divulgada por Joseph Jacobs! :)Este é o apelido carinhoso que estudantes e professores de Sociologia deram aos “pais” da área: Émile Durkheim, Marx e Weber.

Os três, em diferentes perspectivas, ensinavam e escreviam sobre os fenômenos sociais. Matéria exigida nas provas dos vestibulares há mu tempo, a Sociologia é tema essencial para entendermos as relações humanas e o seu significado se você não quiser passar uma vida sendo a pessoa que somente obedece a tudo e a todos. A equipe Explica Mais incentiva o estudo certeiro para as provas e, também, estimula o pensamento crítico. Por isso, separamos um mini resumo de vida e obra de cada um deles.

Karl Marx (1818-1883) é considerado um dos principais estudiosos de economia e de política. É crítico do sistema capitalista. Escreveu, com Engels, em 1845 “A Sagrada Família”; “A Ideologia Alemã” (1845-1846) – não publicada na época por ter sido censurada; e o Manifesto Comunista” (1847), em que se apresentam o “materialismo histórico” e o apelo à revolução contra o sistema. É dessa obra a célebre frase “trabalhadores do mundo, uni-vos”, para muitos um chamado à revolução. Uma das obras mais conhecidas de Marx é “O Capital” (1867), editado por Engels. A ideia principal é a crítica ao capitalismo. Para o autor, a burguesia explora o trabalhador para obter lucro (mais valia). O estudioso defendia, entre outras ideias, a educação pública para todas as crianças, pensada como ferramenta para libertação, além de trabalhar no desenvolvimento integral de seres humanos.

Émile Durhkeim (1858-1917), considerado o “pai da escola francesa” de sociologia por uns e como o “fundador da sociologia” por outros, foi influenciado pela teoria positivista de Augusto Comte, mas deu um aspecto científico para a área. Os conceitos “socialização” e “consciência coletiva” são criações originadas dos estudos realizados por Durhkeim. Era estudioso dos fenômenos coletivos, influenciado e motivado pelo pós Revolução Industrial e a tentativa de entender como a sociedade se reorganizaria a partir deste momento histórico. Para isso, ele discute o fato social como algo abstrato (exterior ao indivíduo) que realiza pressão ou força de coerção sobre todos indivíduos. Para ele, somos levados a agir de determinada influenciados pelo fato social. Entre suas obras mais importantes encontram-se: “Suicídio” (1897) e “As Regras do Método Sociológico”.

Weber (1864-1920), alemão, é muito conhecido por sua obra na área da religião, direito, ciência política, economia e administração. Foi professor na maior parte de sua vida, lecionando sobre temas variados. Além disso, participou, como consultor, nas negociações do Tratado de Versalhes (1919). Escreveu “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. De forma resumida, a obra apresenta a Reforma Protestante e a religião como um dos principais fatores para o desenvolvimento do capitalismo nos formatos encontrados em sociedades atuais. Para Weber, o capitalismo era visto como um processo de desrracionalização e desencantamento do mundo. Em outra obra, tão importante quanto a primeira – “A política como vocação”-, Weber define o Estado como unidade que “reivindica o monopólio do uso legítimo da força física”. Tal afirmação ficou conhecida como “Tese de Weber” e coloca o Estado como entidade que busca a dominância perante todos os seres humanos que ali habitam, custe o que custar.

Estes são os “três porquinhos” da Sociologia e representam pensamentos e teorias de peso para a área. Muitos estudos atuais utilizam como base esses conhecimentos adquiridos pelos primeiros estudos científicos da Sociologia.

Ficou com alguma dúvida? Escreva em nossos comentários, que nossa equipe Explica Mais.

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