Diferenças entre os sintomas da dengue, zica, chikungunya, malária e febre amarela

Diferenças entre os sintomas da dengue, zica, chikungunya, malária e febre amarela
0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Email -- 0 Flares ×

Típicas de países com clima tropical pela facilidade de proliferação de vetores, estas doenças desenvolvem-se a partir da transmissão por mosquitos. Vamos entender as diferenças entre os tipos de transmissão e os sintomas da dengue, zica, chikungunya, malária e febre amarela.

 

Dengue

Transmissão: é viral e acontece na picada do mosquito infectado, Aedes aegypti. Nesse caso o ciclo de transmissão começa quando a fêmea deposita seus ovos em recipientes com água. Ao terminar esse ciclo, cerca de uma semana, as larvas tornam-se mosquitos adultos prontos para picar pessoas. O grande problema é que os inseticidas não exterminam o vetor. Além disso, existem 4 tipos diferentes de vírus espalhados, dificultando a descoberta de vacina contra a doença, que até hoje não existe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula entre 50 a 100 milhões de pessoas infectadas por ano em mais de 100 países. Um tanto quanto banalizada, a doença pode evoluir para a dengue hemorrágica, com sangramentos e queda de pressão arterial, aumentando o risco de morte. Segundo a OMS, 20 mil dos acima citados são vítimas fatais da doença. A melhor maneira de se combater a proliferação é impedindo o nascimento de criadouros dos mosquitos.

Sintomas (duram entre 5 e 7 dias): febre; dor de cabeça; dor atrás dos olhos; moleza e dor no corpo; dor abdominal; vômitos; manchas semelhantes ao sarampo; tontura; cansaço; dores nas articulações; perda do apetite. A dengue hemorrágica ainda traz sangramentos e dificuldade respiratória.

Tratamento: não existe tratamento específico, mas tratam-se os sintomas. É importante ingerir muito líquido, medicamentos antitérmicos (paracetamol) ou até mesmo internação. Deve-se evitar medicamento à base de ácido acetilsalicílico (aspirina), pois tem efeito anticoagulante e podem causar sangramentos.

Zica

Transmissão: segundo o Ministério da Saúde, o Zica é uma doença viral aguda transmitida, principalmente, por mosquitos vetores, podendo ser o Aedes aegypti. Pode acontecer, mesmo que seja raro, por transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da transfusional (sangue).

Sintomas: as regiões dos olhos e articulações são as mais afetadas. Inflamação nos olhos, fazendo com que passem a ter cor avermelhada, como uma conjuntivite. Ainda lacrimejam, as pálpebras incham e há secreção amarela. Além disso, ocorre hipersensibilidade na região, principalmente à luz do dia. As articulações doem, principalmente nas mãos e pés. Ocorre dor de cabeça, na região de trás dos olhos e os músculos do corpo todo passam a ter sensação de fadiga, além de dor. É muito comum que as manchas vermelhas espalhem-se sobre a pele, iniciando pela face. O cansaço tanto físico quanto mental aliados ao esgotamento é evidente. A febre é intermitente.

Tratamento: o tratamento será todo feito à base de analgésico e anti-inflamatórios, como paracetamol ou dipirona para controlar sintomas como enjoo . Nunca utilize remédios que tem como princípio o ácido acetilsalicílico, que pode causar sangramento pelo efeito anticoagulante. Do 4º ao 7º dia, os sintomas costuma diminuir, nesse período consulte um médico. Infelizmente ainda não existem vacinas contra o zica vírus.

Chikungunya

Transmissão: também é transmitida pela picada do mosquito fêmea infectado, como Aedes aegypti (áreas urbanas) e Aedes albopictus (áreas rurais). O mosquito adquire o vírus CHIKV, transmissor da doença, ao picar uma pessoa já infectada, no período de viremia (vírus ainda no sangue do ser humano, normalmente tem início um dia antes do aparecimento dos sintomas e vai até o 6º dia da doença). Nem todas as pessoas picadas pelo mosquito infectado apresentam os sintomas da doença e quem adquire o vírus passa a ser imune. A única forma de transmissão conhecida, além da picada do mosquito, é durante o parto, caso a mãe esteja infectada.

Sintomas: para o Ministério da Saúde, caracterizam-se como sintomas a febre súbita acima de 39 graus, dores nas articulações (pés, mãos, tornozelos e pulsos). Dor de cabeça, nos músculos e manchas vermelhas na pele. Caso o indivíduo tenha dengue, pode adquirir a chicungunya ao mesmo tempo.

Tratamento: ainda são desconhecidos os tratamentos específicos para esta doença, assim como pra a dengue. No entanto, tratam-se os sintomas como a febre com paracetamol, dores articulares com anti-inflamatórios. Não se deve utilizar ácido acetil salicílico (AAS) por ter risco de desenvolver um quadro de hemorragia. A indicação do Ministério da Saúde é repouso absoluto e ingestão de líquidos.

Malária

Transmissão: é transmitida pelo sangue com protozoários, do gênero Plasmodium, durante a picada da fêmea do mosquito Anopheles infectada por Plasmodium. Ou, ainda e raramente, pelo contato entre o sangue humano infectado (compartilhamento de seringas, transfusão de sangue e de mãe para o feto durante a gravidez). No Brasil, são identificados três espécies de protozoários na malária de seres humanos: P. vivax; P. falciparum e P. malariae. A maioria dos casos situa-se na região Amazônica, considerada endêmica, o que não exclui a possibilidade do desenvolvimento da doença nas demais regiões brasileiras.

Sintomas: calafrios, febre alta, dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço, podendo chegar ao delírio. Caso a infecção seja por P. falciparum, existe uma chande em dez de se desenvolver a malária cerebral, dos quais 80% tornam-se casos letais. Nessa situação, os sintomas ampliam para rigidez na nuca, desorientação, sonolência, convulsão, dores de cabeça e vômitos.

Tratamento: quando tratada a tempo, tem cura, por isso o Ministério da Saúde disponibiliza, gratuitamente, medicamentos antimaláricos. Existe, ainda, o Programa Nacional de Controle de Malária (PNCM) focado em revisar os conhecimentos de tratamentos para a doença. Os medicamentos mais utilizados são Cordlox e Doxiciclina.

 

Febre amarela

Transmissão: a febre amarela pode ser transmitida de duas formas: silvestre (primatas não urbanos, por mosquitos silvestres – Haemagogus) e urbano (vetor transmissor: Aedes aegypti). Para que a transmissão ocorra, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após a multiplicação desse vírus em seu organismo, pique um indivíduo que não tenha sido vacinado e nunca tenha desenvolvido a doença. O vírus é pertencente ao gênero Flavivirus, da família Flaviviridae. É infecciosa e febril.

Sintomas: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dor no corpo, icterícia (pele e olhos amarelos) e hemorragias em diversas partes do corpo, tanto interna quanto externa.

Tratamento: a vacina da febre amarela existe e é gratuita, está disponível durante todos os meses do ano. No entanto, não existe medicamento capaz de combater o vírus. O paciente deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e sangue. Sempre hospitalizado.

 

Estude muito bem cada um deles e perceba pequenas diferenças entre o tipo de transmissão viral ou por protozoário, tudo isso pode ser usado como pegadinha na hora da prova.

Ficou com dúvidas? Escreve para a Equipe do Explica Mais e lembre-se de tomar todo cuidado para não passar por nenhum mal-estar!

Comentários

SIGA-NOS

RECEBA NOVIDADES

Digite seu e-mail

Copyright © 2015 - 2016 ExplicaMais

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Email -- 0 Flares ×